Dez critérios de escolha.
1. A resposta vem com a fonte.
Cada resposta deve citar o documento, o autor e a data. Sem fonte, o usuário não sabe se pode confiar, e o auditor não aceita.
2. A ferramenta admite quando não sabe.
Peça uma pergunta cuja resposta não está na base. A ferramenta boa diz que não sabe; a ruim inventa com confiança. Melhor ainda se ela levar a dúvida a quem sabe.
3. Permissões respeitadas na resposta.
Quem não pode abrir o documento de salários não pode receber um trecho dele na resposta. Teste com dois usuários de setores diferentes.
4. Onde os dados ficam.
Nuvem compartilhada do fornecedor, nuvem privada ou servidor da empresa. Pergunte também o que vai para o provedor de IA, em que país é processado e se é usado para treinar modelos. Veja o guia de RAG e LGPD.
5. Português de verdade.
A interface traduzida não basta: a busca precisa entender perguntas em português, com siglas e vocabulário do seu setor. Teste com as perguntas do jeito que o time fala.
6. Lê o que a empresa já tem.
Pastas, PDFs, planilhas e dados dos sistemas. Pergunte exatamente como cada fonte entra: upload, importação de pasta, conector com sincronização ou API. "Integra com tudo" não é resposta.
7. Manter a base viva é fácil.
Cada conteúdo com dono e verificação, documento antigo saindo das respostas e um painel do que está faltando. Sem isso, a base envelhece em meses.
8. Registro e auditoria.
Quem perguntou, o que foi respondido e com base em quê. É o que permite melhorar a base e responder a uma auditoria ou ao encarregado de dados.
9. Custo total, não só a licença.
Some licença por usuário ou por instalação, custo de uso da IA, horas internas para manter, infraestrutura e quem opera. Ferramenta gratuita que a TI precisa montar e manter também custa.
10. Saída e dependência.
Se um dia trocar de ferramenta, como os documentos e o histórico saem? Prefira quem responde isso com clareza na proposta.