Conhecimento tácito e explícito.
Explícito é o que já está escrito: procedimentos, instruções de trabalho, manuais, planilhas, atas, contratos. Tácito é o que está na cabeça das pessoas: o ajuste que só o operador antigo sabe fazer, o motivo de uma decisão, o cliente que exige um cuidado especial, o atalho no sistema que ninguém documentou.
O risco mora no tácito. Ele sai da empresa quando a pessoa se aposenta, muda de área ou vai para o concorrente. O modelo mais citado na literatura, de Nonaka e Takeuchi, descreve quatro movimentos entre os dois tipos: socialização (tácito para tácito, pela convivência), externalização (tácito para explícito, quando alguém escreve o que sabe), combinação (explícito com explícito, juntando documentos) e internalização (explícito para tácito, quando a pessoa aprende lendo e fazendo). A gestão do conhecimento existe principalmente para acelerar a externalização.